Deputados baianos gastaram mais de R$ 17,6 milhões da cota parlamentar em 2025
Os 39 deputados federais da Bahia utilizaram, ao longo de 2025, mais de R$ 17,6 milhões da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Ao todo, foram R$ 17.672.714,29 destinados ao custeio de despesas vinculadas ao mandato, como transporte, passagens aéreas, hospedagem, alimentação, aluguel e manutenção de escritórios políticos, além de serviços de comunicação e divulgação das atividades parlamentares.
Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo site BNews com base em informações disponíveis no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados. O valor mensal da cota varia conforme o estado de origem do parlamentar, levando em consideração, entre outros fatores, a distância até Brasília. No caso da Bahia, a Ceap pode chegar a até R$ 44.804,65 por deputado, o que ajuda a explicar o volume elevado de recursos utilizados pela bancada baiana ao longo do ano.
No topo do ranking aparece o deputado Bacelar, do PV, com R$ 542.512,67 em despesas registradas em 2025. Logo em seguida estão Joseildo Ramos, do PT, que utilizou R$ 539.472,21, e Daniel Almeida, do PCdoB, com R$ 531.504,13. O grupo dos parlamentares que ultrapassaram a marca de meio milhão de reais inclui ainda Roberta Roma, do PL, que fechou o período com R$ 526.130,20.
Outros nomes também figuram entre os maiores gastos da bancada baiana, como Paulo Azi, do União Brasil, com R$ 514.379,27; Lídice da Mata, do PSB, com R$ 508.500,43; Rogéria Santos, do Republicanos, com R$ 508.051,21; e João Leão, do PP, que somou R$ 504.674,86 ao longo do ano.
O levantamento mostra ainda que, em alguns casos, as despesas se concentraram em meses específicos. Márcio Marinho, do Republicanos, apresentou um pico em maio, quando utilizou R$ 127.663,97 da cota parlamentar. Já Paulo Azi registrou seu maior volume de gastos em agosto, com R$ 73.870,25 no mês.
Por outro lado, parte dos deputados manteve um padrão mais regular de despesas ao longo do ano, como Arthur Oliveira Maia e Gabriel Nunes, ambos próximos de R$ 491 mil, além de Waldenor Pereira e Josias Gomes, que ficaram abaixo da faixa dos R$ 485 mil.
Na extremidade oposta da lista está Sérgio Brito, do PSD, com apenas R$ 17.104,63 em gastos. O parlamentar passou boa parte de 2025 licenciado, ocupando o cargo de secretário de Infraestrutura da Bahia, e só retomou o mandato em novembro. Também chama atenção o baixo volume de despesas do Pastor Sargento Isidório, do Avante, que utilizou R$ 113.587,54 da Ceap, valor significativamente inferior à média dos demais deputados baianos.
Fonte:Trbn
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